São Capturas todos os olhares …

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PodEntrar! Ações

 
“Il faut aimer quelqu’un pour le préférer à son absence .“

 

© Todas as fotos incluídas neste site, estão sob a Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998. Uso da imagem somente com autorização do autora Nádia Jung

OBRIGADA,

Nádia.

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PodEntrar! Ruas de Dijon

 Route  – Bourgogne/FR Ampliada em papel fosco e com laminação fosca. Tamanho 20 cm x 30 cm. Preço: R$150.00   tamanho da IMAGEM 20 cm x 20 cm À venda com moldura – tamanho 25 cm x 25 cm – R$ 700,00 Tiragem de 10 exemplares Impressa em papel alemão Hahnemühle de 230g/m²  Fotografia de © Nadia Jung All Rights Reserved


DIJON – Bourgogne/FR
Ampliada em papel fosco e com laminação fosca. Tamanho 20 cm x 30 cm.
Preço: R$150.00

Fotografia de © Nadia Jung All Rights Reserved


(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)

“Dos clik`s que tiro por mim, das capturas que apanhei, das cores que roubei em cena, vou colorindo o meu caminho, meu sorriso.
Me faço no rastro da arte…

Me identifico com Cântico Negro, cada “som“ : palavra e frase ditos assim, para mim, simplesmente:

“Vem por aqui” – dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
– Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
– Sei que não vou por aí! “

José Régio –


Cozinha et Arte!

“Esta foto pode ser comentada de duas maneiras, conforme a estética do comentador. O purista, fedorentamente insensível escravo de regras diria que ha sobre-exposição, queimou a foto, a foto tem zonas sem pixels.

O apreciador de Arte, que segue seus instintos e nunca “vai por onde o mandam ir“, mas só pelo seu caminho, dirá, bela foto, em pouco diz tudo, exprime um estado de espirito, uma maneira de ser.Gosta. Muito.“

Eu, gosto muito.


Caminhando!

Essa foto em Collioure, com os amigos…
Vi e Florence Peixoto, Daniela et Vincent le cochon!

Penso em ROXANNE, THE POLICE.


Grand Cafe de La Bourse!

“E o Mais Desaparecido é o que Aparecerá com mais força”

Essa frase diz muito quando se trata das minhas sensações que remete a imagem!

Nádia.


SEMPRE!!!

Foto em Collioure/FR.
Em um bar a beira mar.

SEMPRE!!!
pé ligeiro,
cabeça erguida, independentemente do hemisfério que esteja a utilizar mais;
não trave nas curvas;
aproveite as bermas quando valer a pena,
dê o braço,a mão, o corpo…
…siga em frente…

paulo franco/ avalon, um beijo!


“OS AMIGOS”

Noite sedenta de diálogos …

“no regresso encontrei aqueles
que H.aviam estendido o sedento corpo
sobre infindáveis areias

tinham os gestos lentos das feras amansadas
e o mar iluminava-lhes as máscaras
esculpidas pelo dedo errante da noite

prendiam sóis nos cabelos entrançados
lentamente
moldavam o rosto lívido como um osso
mas estavam vivos quando lhes toquei
depois
a solidão transformou-os de novo em dor
e nenhum quis pernoitar na respiração
do lume

ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar
a flor que murcha no estremecer da luz
levei-os comigo
até onde o perfume insensato de um poema
os transmudou em remota e resignada ausência”

al berto, “OS AMIGOS”


“Duas faces do mesmo silêncio”

Na foto Patricia Mey Nudelman.

“preso num olhar
de nada que é um nada que só
das árvores maduras se desprende
para dar de beber aos olhos
e um poema debaixo
da copa da árvore mãe
que nos desembrulha num prazer feminino

preso numa dedada de aromas
chovidos dos poros das folhas
dos braços que as árvores dão
e a gente debaixo
no agasalho do ventre
que delas cresce entre os verdes das carícias que o vento suspira

solto então do imenso nada
das coisas todas que são o que os olhos bebem
fincar as raízes neste mesmo chão
deixá-las derramar na prenhez da terra
e o amor debaixo
a cumprir o segredo
que nos sopra entre os ramos mais antigos que temos dentro”